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Claro, Tim e Vivo aderem ao Open Gateway para combater fraudes; saiba detalhes

Torre de celular (Imagem: wd toro🇲🇨/Pexels)

Claro, Tim e Vivo, as principais operadoras móveis do Brasil, se uniram a uma iniciativa global para facilitar a integração de apps de terceiros com suas redes móveis. As prestadoras lançaram três APIs (interfaces de programação) que vão ajudar a combater fraudes no Brasil.

O acordo foi anunciado nesta terça-feira (28) em um evento realizado em São Paulo (SP).

A ideia de criar uma estrutura aberta entre as operadoras é facilitar a vida de desenvolvedores, possibilitando a criação de soluções integradas às redes. Assim, não é preciso adaptar as aplicações para implementá-las em uma operadora nova, por exemplo.

A aproximação do trio de operadoras acontece por meio do Open Gateway, uma iniciativa criada pela GSMA, associação global que representa as operadoras de telefonia móvel de centenas de países. Ela atua na padronização de tecnologias, como é o caso do RCS Universal Profile, que será usado no iPhone.

Carlos Araújo, diretor de novos negócios da Claro, disse ao Giz Brasil que as APIs vão auxiliar os desenvolvedores a melhorar suas soluções. Além disso, a iniciativa facilita o acesso a informações vitais, que antes eram restritas às operadoras, para montar aplicações mais seguras.

Operadoras brasileiras apresentam APIs para o Open Gateway para conter os impactos do SIM Swap (Imagem: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

Operadoras brasileiras apresentam APIs para o Open Gateway para conter os impactos do SIM Swap (Imagem: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

Open Gateway vai ajudar em casos de SIM Swap

Para o Brasil, as operadoras móveis focaram no lançamento de três APIs para combater fraudes, especialmente aquelas que envolvem instituições financeiras. Assim, os desenvolvedores que dependem dos serviços de telefonia podem criar plataformas mais seguras, com menos riscos aos usuários.

“Infelizmente, hoje, no Brasil, a gente sofre muito com problemas de fraude em experiências digitais e também com engenharia social”, afirmou Débora Bortolasi, diretora executiva B2B da Vivo. “Com isso, parte da validação das informações disponíveis no Open Gateway podem ajudar muito nessa jornada toda.”

Já Renato Ciuchini, vice-presidente de novos negócios e inovação da TIM, destacou o papel das integrações para ajudar a coibir fraudes no Brasil.

“O Brasil, hoje, tem uma solução avançada antifraude, que verifica o tempo de troca do chip, confirma a localização e valida o telefone sem precisar do envio de um SMS para o cliente”, disse. “Isso permite um nível de soluções antifraude muito mais avançado.”

Entre as novidades, está a tecnologia que vai ajudar a combater os reflexos do SIM Swap. A prática consiste no “roubo” de linhas telefônicas, muitas vezes por meio de um resgate indevido de chip de operadora. Assim, os criminosos conseguem invadir contas de redes sociais da vítima para aplicar golpes.

Agora, os brasileiros terão um aliado inédito no combate dessa prática. Com a nova API, será possível verificar se o número de telefone trocou recentemente de chip ou não. Segundo a GSMA, esse processo ajuda a conter invasões de contas digitais, incluindo plataformas bancárias.

“No momento de uma transação financeira, por exemplo, uma instituição financeira pode verificar se a relação entre o número de telefone do cliente e o cartão SIM [chip de operadora] foi alterada recentemente”, afirmaram. Esse processo ajudará as plataformas nas aprovações de operações.

Criminosos usam SIM Swap para invadir contas de redes sociais (Imagem: Reprodução/RawPixel)

Criminosos usam SIM Swap para invadir contas de redes sociais (Imagem: Reprodução/RawPixel)

Métodos de autenticação podem ser mais intuitivos

A verificação de número é outra API que auxiliará nesse processo. A interface visa substituir o uso da mensagem de texto para autenticar identidades. No lugar, a plataforma oferece uma confirmação contínua. Muito mais intuitivo e seguro do que o envio do código por SMS.

A terceira API se concentra na confirmação exata da localização do dispositivo para conter transações falsas. Através dela, as plataformas terão uma validação instantânea do posicionamento geográfico. A ideia é combater os mecanismos que, por ventura, possam burlar o GPS.

Ainda segundo a GSMA, o projeto garante a privacidade dos usuários e atende integralmente à LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados). Além disso, as operadoras locais contam com a parceria da Infobip, que atua como integrador técnico. Já o Microsoft Azure participa do processo como fornecedor de plataforma de serviços.

A APIs apresentadas pela Claro, Tim e Vivo devem ser liberadas comercialmente ainda neste ano.

O Giz Brasil viajou a São Paulo (SP) a convite da GSMA.

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